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Os
falsos profetas modernos Esta palestra
deverá conscientizar o público de que existem pessoas
que se dizem religiosas, porém seus atos demonstram o
contrário. Fale que Jesus fala deles em várias partes
dos Evangelhos, colocando-os como "lobos em pele de
cordeiro".
Diga que podemos ver nas TVs, jornais e rádios uma
série de pseudo-profetas, que falam em nome de Deus, mas
colocam como se as graças do alto pudessem ser
alcançadas através do dinheiro. Usam de suas igrejas
para iludir a boa fé dos ignorantes sobre os ensinos
cristãos.
Falam do evangelho, exaltam a Jesus, contudo ligam suas
orações à troca com Deus, onde quem der mais poderá
ter mais benefícios. São os modernos vendedores de
indulgências (neste momento, explique um pouco sobre a
Inquisição e a venda de indulgências, os crimes
cometidos naquela época e quantos foram
"poupados" pela igreja porque deram seus bens
em nome de uma falsa salvação).
Depois, cite três das principais características que
envolvem os discursos destes falsos profetas:
I-
Descompromisso Moral
II- Deus cambista
III- Fé Cega
Há o "Descompromisso moral", isso é, não
se exige dos que vierem a segui-los uma modificação
moral significativa. Embora citem a necessidade de se
fazer o bem, isso nada mais é do que um aparato para
enfeitar o verdadeiro objetivo: a doação financeira.
É aí que o palestrante fala do "Deus
cambista", ou seja: os falsos profetas insinuam que
Deus faz trocas, onde quem der mais dinheiro, será mais
atendido. Fale que a Doutrina Espírita mostra
racionalmente o contrário. Que não há em lugar algum
dos Evangelhos de Jesus a troca com Deus. Muito pelo
contrário, o Mestre deixa claro que "nós
mesmos" devemos levar nossas cruzes, ganhar "o
pão" com o suor de nosso rosto, e que só ganhará
o Reino de Deus (que é a paz de espírito) aquele que
fizer ao próximo o que deseja a si mesmo.
Demonstre que o que guia os seguidores destes fariseus
modernos é a "Fé cega", incutida neles com
discursos inflamados, demonstrações de
pseudo-exorcismos, onde o que na verdade se vê é
manifestação de obsessores que se comprazem com aquele
espetáculo. As pessoas crêem porque mandaram crer, e
não porque compreendem os acontecimentos ou as ordens
que lhes são dadas. Novamente, é a esperteza explorando
a credulidade ingênua.
Cite, então, algumas passagens do Evangelho,
comentando-as e traçando um paralelo com o que vem
ocorrendo na sociedade:
I-
Os Vendilhões do Templo
"Está escrito: A minha casa será chamada casa de
oração. Porém, vós a tendes transformado em covil de
ladrões" (Mateus, XXI; 12 e 13).
Mostre ao público a insensatez que se vê, com alguns
exemplos: venda de potes com água que seria do Rio
Jordão, onde Jesus foi batizado, como se a água fosse
abençoada; de pedras que seriam do Templo onde Jesus
pregava; de areia que seria de Jerusalém, onde o Mestre
caminhava. Demonstre o absurdo destes amuletos, lembrando
que a Doutrina Espírita e Jesus afirmam que o único
meio de afastar as más influências de nossa vida ou
termos paz é melhorarmos nossa conduta. Nada material
poderá ter alguma influência sobre o espiritual.
II-
"Desafio" a Deus
"Ai de vós, condutores de cegos, pois que dizeis:
Qualquer que jurar pelo templo, nada é; mas o que jurar
pelo ouro do templo, ou pela oferta, este faz certo.
Insensatos e cegos! Pois qual é maior: a oferta, o ouro,
ou o templo de Deus?" (Mateus, XXIII; 16).
Nesta outra passagem, compare-a às imagens que todos
vimos pela TV, onde pastores, em cultos realizados nos
estádios do Maracanã e do Morumbi carregavam sacos de
dinheiro doado pelos fiéis, iludidos que o juramento, o
testemunho embasado na oferta teria mais validade para o
Pai.
E mais, comente o que se vê nos cultos televisivos, onde
os pastores conclamam seus seguidores a "desafiar a
Deus". Citam o Velho Testamento, das Escrituras,
onde Josué, um dos líderes do povo Hebreu, desafiou a
Deus para conseguir seus intentos.
Para os falsos profetas da modernidade, desafiar a Deus
é dar uma quantia em dinheiro, desde que Deus lhe dê em
dobro. Ou seja: ludibriam ao fiel, afirmando-lhe que se
ele der seus bens, Deus tem a obrigação de lhe
retribuir em dobro.
Fale ao público que o Pai não tem obrigação nenhuma
para conosco. Ele criou as Leis da vida, e cabe a nós
respeitá-las para termos uma vida próspera e com paz.
Deus escuta nossos pedidos, mas Jesus alerta que temos
que merecer a ajuda do Alto. E dar dinheiro à igreja ou
ao templo não nos isenta de nossas responsabilidade
morais, de melhoria íntima e para com o próximo.
III-
"Hipócritas! Devorais as casas das viúvas, sob
pretexto de prolongadas orações; por isso sofrereis
mais rigoroso juízo"
(Mateus, XXIII; 1 a 22)
Encerre as passagens da vida de Jesus mostrando que o
Mestre alerta que quando estas atitudes de enganação
são feitas por pessoas que têm conhecimento das coisas
de Deus, seus julgamentos serão piores. Quando o homem
tem a oportunidade de conhecer o Evangelho, e ao invés
de fazer bom uso deste entendimento em benefício do
próximo apenas tira proveito para si próprio, esse com
certeza sofrerá as consequências.
Lembre o próprio Jesus, que diz: "Se alguém
enganar um desses pequeninos (pessoas que não tem
conhecimento), melhor seria que se amarrasse um pedra no
pescoço e se atirasse no fundo do mar". Daí, dá
para se ter uma idéia da responsabilidade de quem fala
em nome de Deus.
Deixe o público refletir um pouco, e então passe para o
encerramento, lendo a passagem de Allan Kardec:
"Deus
não vende os benefícios que concede...não subordina a
uma soma de dinheiro um ato de clemência, de bondade, de
justiça de sua misericórdia. Se achamos imoral pagarmos
para termos a proteção de um poderoso da Terra, seria
correto pagarmos pela ajuda do Criador do Universo?"
( Allan Kardec, E.S.E., XXVI; 4).
Diga que apesar de tudo o que foi dito, não se está
generalizando, dizendo que todos os que pedem dinheiro
para a igreja ou templo são falsos profetas. Que o
dinheiro é necessário para a manutenção das obras,
para a divulgação doutrinária e até para o pagamento
de funcionários que cuidam de partes que exigem
profissionalização. Isso acontece também nos centros
espíritas.
O que comentou-se na palestra foi o erro de se associar
à salvação, libertação, paz do homem o quanto de
dinheiro ele doar, e consequentemente, o mal uso que
muitos pastores, padres e dirigentes espíritas podem dar
a estas doações.
Que ao espírita cabe julgar tudo com o bom senso deixado
por Allan Kardec, como demonstra a passagem final.
E entender que a Casa de Oração, seja de qual religião
que for, não é um local onde trocamos benefícios com
Deus, mas sim um meio de nos conscientizarmos de nossos
erros e buscar uma melhoria em nossa conduta.
Pois a única moeda que o Pai aceita como câmbio é o
amor ao próximo.
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