Palestra 4
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Acima, colocamos um exemplo de como a palestra pode ser apresentada em uma lousa. A seguir, os comentários que podem ser feitos a cada item em destaque.
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Obsessão: doença moral Esta palestra deverá levar o ouvinte a refletir sobre a influência persistente de um Espíritos mau sobre outro ser, que foi qualificada por Allan Kardec como sendo uma obsessão. *O endemoninhado Gadareno ( Marcos, V; 1 a 20 ) Para iniciar, e envolver o sentimento
do público, conte a passagem do "endemoninhado
Gadareno", cuja referência está citada acima.
Jesus, conta-nos o Evangelho, curou a obsessão deste
homem. Nesta cura, podemos tirar uma série de lições
sobre o domínio dos maus Espíritos, e que este domínio
pode ser proveniente de mais de uma entidade; a
influência moral que se deve possuir para afastá-los e
como estas entidades sentem esta supremacia; os baixos
fluidos que muitas destas entidades possuem. "459
- Os Espíritos influem em nossos pensamentos e atos? Explique ao público esta questão de O Livro dos Espíritos. Mostre que, ao contrário do que se imagina, a influência dos Espíritos nos nossos pensamentos é constante. Porém, que isto não é motivo para nos preocuparmos. É importante destacar isso, porque muitos dos que estão na casa espírita têm verdadeiro pavor de imaginar-se constantemente influenciado. Outros, por serem impressionáveis, podem até achar que estão em obsessão durante toda a vida. Quando falamos com o público heterogêneo, que às vezes nem sabe direito o que é a Doutrina Espírita, corremos o risco de prejudicar o psiquismo alheio. Por isso, todo cuidado é pouco quando discorremos sobre mediunidade e obsessão. Mostre que embora haja esta interferência espiritual, todo ser tem seu livre-arbítrio. Isso significa que podemos até ser molestados ou aconselhados, mas dependerá de nossa vontade agirmos ou não. *Influência normal Agora, mostre ao ouvinte que devido à
pergunta 459 citada e explicada, todos nós temos boas e
más influências diárias. Elas servem para colocar-nos
em prova com relação aos nossos conhecimentos e
práticas morais, intelectuais e materiais. Passar um ou
outro dia angustiado, triste e preocupado não significa
que se está sob o domínio da obsessão. Esta diferença
de humor pode estar ligada a uma série de outros fatores
externos ou do íntimo do ser. Pode até haver uma má
influência passageira. Isso pode ocorrer porque vivemos
em um mundo atrasado, onde predomina a ignorância. O
resultado é a presença ao nosso lado de mais Espíritos
ignorantes do que esclarecidos, que podem nos sugerir
alguma má idéia ou transmitir-nos um pouco de seu
fluido "pesado". Mas isso pode acabar
rapidamente. "A obsessão é a ação persistente que um mau Espírito causa sobre um indivíduo" (Allan Kardec em "O Evangelho Segundo o Espiritismo, cap.28, item 81). Allan Kardec define a obsessão como a "ação persistente" do "mau Espírito" sobre outro ser. Diga ao assistente que a obsessão, portanto, sempre é causada por um Espírito mau ou ignorante. Qualquer ação espiritual persistente, que faça do obsedado um prisioneiro de seus atos, nunca será provinda de um Espírito esclarecido. Nessa hora, você poderá citar o que ocorre em alguns terreiros de Umbanda, Candomblé e afins, onde a pessoa é obrigada a ficar no local, servindo sempre seu "guia". Este guia se diz um Espírito esclarecido, mas não é, pois cerceia o livre-arbítrio do próximo com ameaças dignas de um mau Espírito. Pode
ocorrer de: Explique como pode agir o obsessor
sobre o obsediado. Que a obsessão pode partir do
invisível para o material ou vice-versa. Que pode
inclusive haver a obsessão entre encarnados. Isso porque
o encarnado nada mais é do que um Espírito vivendo no
mundo material, e seu pensamento pode influenciar de
forma perniciosa alguém que odeia ou ama de maneira
desequilibrada, esteja este alguém no mundo material ou
espiritual. Fases: O público deve entender que como em
uma doença material - em que a enfermidade tem várias
fases, umas mais simples, outras mais complicadas -, na
obsessão ocorre o mesmo, pois trata-se de uma doença
moral. Há a obsessão mais superficial, onde a
influência espiritual é persistente, porém não há um
envolvimento fluídico mais profundo entre os envolvidos;
como também há a possibilidade de uma alteração tão
constrangedora que paralisa a vontade física, e às
vezes moral, da vítima, jogando-a muitas vezes ao chão,
caracterizando a subjugação. Porém, o assistente deve
conhecer que a pior das obsessões é a fascinação,
como alerta Allan Kardec. Nela, o obsediado, ao
contrário da obsessão simples e da subjugação, onde
ele percebe que está necessitando de ajuda devido ao
problema espiritual, na fascinação a vítima acredita
estar muito bem. Vive uma ilusão criada pelo obsessor,
perdendo o bom senso e acreditando que todos ao seu redor
são os errados. Passa a ser guiado como um cego pelo
Espíritos e pode realizar atos absurdos. Isso dificulta
qualquer tipo de ajuda. "467
- Podemos nos libertar da influência dos Espíritos que
nos solicitam para o mal? Novamente entre na questão da sintonia. Lembre ao assistente que toda a obsessão só se instala se o obsediado tiver os mesmos interesses morais ou materiais do obsessor, mesmo que forem menor intensidade. Isso não significa que precisaremos ser santos para nos livrarmos da obsessão. O que precisamos é estarmos nos esforçando para dominar as más tendências, alerta-nos Kardec e Jesus. Os "desejos" citados pelos Espíritos na questão são aqueles que, embora aparentemente demonstremos não os possuir, em nosso íntimo nos satisfazemos com eles. Então, o Espírito mau percebe-os em nosso pensamento, e é a abertura que precisam para nos influenciar. Porém, se estivermos convictos de tentar nos modificarmos, o Espírito também perceberá isso. Tentará nos influenciar, tentando-nos, mas terá maiores dificuldades. * Causas das Obsessões: Cármica, Moral, Contaminações, Trabalhos Feitos Várias podem ser as causas das
obsessões. Explique que podem ser decorrentes de
encarnações pretéritas (que podem ser chamadas de
cármicas). Neste caso, lembre ao assistente que todos
vivemos muitas vidas, e podemos termos feito algo errado
a alguém, que talvez não nos tenha perdoado. E que essa
mágoa pode levar o ser a tentar vingança, estando ele
ainda no plano espiritual, e nós, em uma nova
encarnação. Tratamento
das Obsessões: Os centros espíritas precisam fazer o
tratamento das obsessões, como orienta Allan Kardec. É
importante que saibamos e demonstremos ao público que
também esta doença moral precisa de cuidados de
especialistas (médiuns e dirigentes preparados), assim
como acontece com a doença física, que necessita do
concurso dos médicos para saná-las. Os passes, com a
doação de fluidos regeneradores, vindos dos passistas e
dos Espíritos amigos, ajudarão na dispersão dos maus
fluidos e restabelecerão a harmonia perispiritual; a
água fluidificada também atuará neste campo; e a
leitura de bom nível, seja ou não espírita, mas que
leve o obsediado a refletir sobre sua conduta diária,
auxiliará no equilíbrio do psiquismo do mesmo. "E quando o Espírito imundo tem saído do homem, anda por lugares áridos, buscando repouso, e não o encontra. Então diz: Voltarei para a minha casa donde saí. E, voltando, acha-a desocupada, varrida e adornada. Então vai, e leva consigo outros sete Espíritos piores do que ele, e, entrando, habitam ali: e são os últimos atos desse homem piores do que os primeiros" (Jesus, Evangelho de Mateus, cap.XII, vers.43 a 45). Jesus é sábio, como sempre. Nesta
passagem, de forma simples e direta, mostra o quanto é
importante a modificação moral do ser após a
libertação da obsessão. Leve o público a entender que
o Espírito obsessor, quando afastado do obsediado, não
corta automaticamente todos os seus vínculos fluídicos
com este. A sintonia, novamente ela, pode atraí-lo para
o ex-obsediado. A chegada à casa "limpa, varrida e
adornada" significa que a pessoa só mostra-se
exteriormente modificada. Espiritualmente, continua com
os mesmos desejos e imperfeições, desocupada de idéias
úteis e fraternas. Pior, não se esforça em nada para
melhorar-se. É o que acontece com muitos que só buscam
a Deus no momento do sofrimento. Porém, após a
misericórdia divina ajudá-los, voltam à vida
corriqueira, somente preocupados com a matéria e o
bem-estar pessoal. O resultado pode ser o retorno da
obsessão, agora pior, pois o ser já tem conhecimento
dos motivos da má influência, mas insiste no erro. Como
ensina a Doutrina Espírita, baseando-se no ensinamento
de Jesus de que "a quem muito foi dado, muito será
pedido", o erro de quem conhece a Lei será muito
maior do que daquele que é ignorante. |
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Paulo
Last revised: 09/04/1999