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Objetivo Esta palestra tem como objetivo mostrar ao
público que as tentações de Jesus, mostradas no
Evangelho segundo Lucas, capítulo 04, nada mais são do
que a simbologia das tentações pelas quais todos
passamos na vida.
Isso porque, mesmo Jesus sendo o Espírito mais perfeito
que já houve entre nós, incumbido de organizar a
evolução espiritual da Terra, também ele sofreu a
influência da matéria, quando aqui encarnado pela
última vez. Porém, como Espírito perfeito que é,
Jesus não sucumbiu perante os prazeres efêmeros, e
venceu as tentações próprias de um mundo atrasado
espiritualmente.
Nesta palestra, o ouvinte deve ser levado a refletir
sobre sua conduta perante as tentações em sua vida, que
o levam a valorizar mais a matéria do que o espírito.
Leia, então, a passagem citada, e depois, explique cada
tentação ao público, fazendo uma correlação com a
vida atual.
Matéria
X Espírito
Jesus, porém, lhe respondeu: Está escrito: Nem só de
pão viverá o homem.
O Demônio, que simboliza aqui a
ignorância do mundo, tenta fazer com que Jesus esqueça
suas obrigações espirituais para preocupar-se com sua
vida material. Ou seja, deixar o espírito sempre em
segundo plano.
Mostre ao público que geralmente fazemos isso em nossa
vida. Nossa preocupação primordial é sempre cuidar dos
interesses do corpo, ou seja: comer, beber, fazer sexo e
descansar
Deixamos de lado, então, o aculturamento, o aprendizado,
o estudo, o desenvolvimento da inteligência e da moral.
Precisamos, na maioria das vezes, sermos forçados a
estudar, a aprender, a irmos a uma casa religiosa. E
mesmo assim, contamos os minutos para que tudo logo
acabe, e sobre tempo para as coisas imediatistas.
Com isso, desperdiçamos nosso tempo, e nossa existência
passa a ser em torno dos interesses materiais.
Porém, como a matéria é inconstante, nossa vida
também também assim será. E o equilíbrio fica
difícil de alcançar.
Diga o quanto poderíamos ter de paz e tranquilidade se
tivéssemos como objetivo principal o espírito, pois
estaríamos com a compreensão da vida. E que por mais
que as coisas materiais ficassem difíceis, teríamos a
paciência e a fé necessárias para entender o problema
e buscar a solução.
Assim, nem só de pão, da matéria, deve viver o homem,
mas principalmente da busca de seu desenvolvimento
espiritual.
Poder/orgulho
X Humildade
Então ordenou-lhe Jesus: Vai-te, Satanás; porque está
escrito: Ao Senhor teu Deus adorarás, e só a ele
servirás.
Servir aos interesses de Deus não é
ficar orando o dia todo, nem tornar-se santo ou fanático
religioso. Servir a Deus é não ser orgulhoso a ponto de
se achar o centro do universo, querendo que tudo seja
para nós, da forma como queremos. A figura dos reinos
oferecidos a Jesus retrata bem o que sempre queremos:
levar vantagem em tudo; ser mais que o próximo, custe o
que custar.
Adorar a Deus, portanto, significa fazer e querer para
quem está ao nosso lado, o que queremos para nós
mesmos. Servir ao Diabo nada mais é do que esquecer que
vivemos em sociedade, e prejudicar, com atos ou palavras,
quem convive conosco.
O desejo do poder é intrínseco no homem, pois o poder
desperta o orgulho, o pai de todos os problemas humanos.
Ter poder não é errado. Errado é fazer dele um meio de
oprimir quem está abaixo de nós.
E o poder não é só material, mas pode ser moral. Como
quando um marido oprime sua esposa devido ao poder
financeiro; ou quando os pais oprimem seus filhos,
esquecendo-se do diálogo; ou mesmo quando desdenhamos
dos mais ignorantes, julgando-nos superiores, devido às
oportunidades de aprendizado que tivemos.
Independente da situação, o poder deve ser exercido com
humildade e sensatez, e isso só se consegue se o
interesse do espírito estiver acima do interesse da
matéria.
Irresponsabilidade
X Proteção de Deus
Respondeu-lhe Jesus: Dito está: Não tentarás o Senhor
teu Deus.
Muitos de nós acreditamos que por
estarmos vindo a uma casa religiosa, estamos abrindo com
Deus uma barganha. Que a partir de então, Ele tem a
obrigação de nos proteger de todos os males da vida.
Ledo engano! Deus não tem obrigação nenhuma para
conosco, pois irmos a uma casa religiosa não fará bem a
Deus, pois Ele é o criador, o Pai. Fará, sim, bem para
nós mesmos.
Mas, por ignorância, cremos nessa proteção sem
limites. Então, escutamos o palestrante, o padre, o
pastor falarem, mas em nada modificamos nossos hábitos.
Damos comida aos necessitados, visitamos asilos e
orfanatos, mas continuamos um tirano doméstico, ou um
mal trabalhador, ou um patrão avarento.
Então, as dificuldades vêm em nossa existência, pois
elas são sempre frutos de como agimos perante a vida.
E Deus não fará nada, porque Ele não conta com nossa
colaboração.
Tentar a Deus significa isso: ver se Ele nos ajudará,
mesmo que não tenhamos nos esforçado para obter essa
ajuda. E esforço aqui não é esforço material, de
aparências. Mas sim, esforço espiritual, de atitudes,
de ação, de mudança interior.
Devemos ser responsáveis por nossos atos. E se agirmos
insensatamente, mesmo que frequentemos uma casa
religiosa, sofreremos as consequências.
Porém, se agirmos com boa vontade, procurando no dia de
hoje sermos melhores do que fomos no dia anterior, com
certeza Deus fará de sua parte, inspirando-nos o melhor
caminho e dando-nos forças para vencer nossos
obstáculos.
Entrai
pela porta estreita, porque larga é a porta da
perdição e espaçoso o caminho que a ela conduz, e
muitos são os que por ela entram. - Quão pequena é a
porta da vida! quão apertado o caminho que a ela conduz!
e quão poucos a encontram! (MATEUS, cap. VII, vv. 13 e
14)
Encerre a palestra
mostrando a passagem acima, pois ela nos fala o quanto é
difícil seguir pela porta estreita, que é aquela onde
damos mais valor ao espírito do que à matéria. Porém,
destaque que ela é muito recompensadora, em todos os
sentidos.
Pois se procuramos nos equilibrar moral e
espiritualmente, também nossa vida material será
melhor, pois receberemos em nós mesmos o bem que
procurarmos distribuir e o aprendizado que buscarmos
receber.
Então, o verdadeiro Reino de Deus estará dentro de
nós. Já que ele nada mais é do que a paz de espírito,
a tranquilidade que tanto buscamos em nossa existência.
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