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Conhece-te
a ti mesmo Nesta palestra, deveremos
mostrar ao público a necessidade de nos conhecermos para
compreender os problemas que nos cercam.
Inicie dizendo que todos temos problemas, e que
geralmente colocamos a culpa em quem convive conosco.
Ou é o marido que reclama que a esposa age friamente; ou
a esposa, que diz que o marido não dialoga com ela; ou
os pais, que afirmam que os filhos são rebeldes; ou os
filhos, que dizem não serem compreendidos pelos pais.
Ainda há o patrão, que acredita que o empregado só faz
"corpo-mole"; ou o empregado, que acha o
patrão mesquinho.
Mas, se analisarmos bem, será que os problemas que nos
afligem são causados pelos que nos rodeiam, ou são, na
verdade, provocados pelas atitudes que tomamos ou que
deixamos de tomar?
Será que temos feito por merecer uma esposa mais
disposta, um marido mais companheiro, filhos mais
educados, pais mais compreensivos, empregados mais
motivados e patrões mais altruístas? Ou será que temos
apenas agido como egocêntricos, querendo apenas que
"venha a nós" o nosso desejo, e nada de
distribuir aos outros o que desejaríamos para nós?
Procure neste momento deixar o público refletir, pois a
partir de agora é que haverá a sintonia necessária
para que exista a absorção esperada dos ensinamentos da
Doutrina e do Cristo.
Então, passe para a pergunta de "O Livro dos
Espíritos", descrita abaixo:
919 -
Qual o meio mais eficaz para nos melhorarmos nesta vida e
resistirmos às solicitações do mal?
R: Um sábio da antiguidade vos disse: Conhece-te a ti
mesmo. (O Livro dos Espíritos)
Nesta pergunta de "O Livro dos Espíritos",
Allan Kardec, conhecedor das mazelas humanas, questiona o
Espírito de Verdade sobre como poderíamos melhor evitar
o mal que nos cerca, e melhor, como poderíamos
progredir. E a resposta dos Espíritos é clara, ou seja,
que devemos nos conhecer interiormente.
Fale ao público que precisamos ter coragem e fazermos um
viagem dentro de nós mesmos. Analisarmos se temos feito
por merecer o bem que desejamos em nossa vida.
Mas, para que esta análise seja real, precisamos seguir
alguns passos para que não caiamos na tentação de
acreditarmos ser o que não somos. Isso porque somos
grandes juizes de nós mesmos, e encobertamos, às vezes
até inconscientemente, as imperfeições que contribuem
para a existência de nossas dificuldades.
Cite, então, algumas dicas para que possamos nos
analisar melhor:
- Ter
humildade : "Sem humildade construímos
virtudes que não temos, como se tivéssemos uma
roupa para esconder deformidades de nosso
corpo"(Evangelho Segundo o Espiritismo, cap.
7; item 11).
Fale da importância de termos humildade sincera. Pois
sem ela, como diz o Evangelho, tenderemos a encobrir
nossos defeitos e exaltarmos nossas virtudes. Humildade
para compreendermos que erramos sim, e que podemos
aprender com esse erro, sendo melhor no amanhã do que
fomos no hoje. Não ter vergonha de assumir um erro, mas
lutar com perseverança para resistir à tentação de
errar de novo.
Envolva o público na necessidade de orar a Jesus pedindo
ajuda na conquista da humildade, que nos livrará de uma
série de angústias.
- Compreender
o próximo: "Quem estiver sem pecado, atire
a primeira pedra"(Jesus, no Evangelho de
João, cap. 8; versículos 1 a 10)
E se conseguirmos ser humildes, conseguiremos
compreender que assim como erramos, também o próximo
que convive ou não conosco tem a possibilidade de errar.
E então, veremos que ninguém está sem pecados, ou
seja, todos temos atitudes a serem corrigidas. Isso nos
dará maior força para aprendermos a perdoar, e
consequentemente, conviver melhor com que está ao nosso
redor".
- Interrogar
a consciência: "O homem de bem interroga a
consciência sobre todo o bem que fez e todo
aquele que deixou de fazer" (Evangelho
Segundo o Espiritismo, cap. 17; item 3)
Por fim, depois que tivermos buscado a humildade e a
compreensão do próximo, devemos fazer a análise
sincera de nossa consciência, e verificar se fomos
úteis em todos os momentos que tivemos a oportunidade.
Se temos a condição de, à noite, ao colocarmos a
cabeça sobre nosso travesseiro, estarmos com a
consciência tranquila, cientes de que nossas
responsabilidades como marido, esposa, pais, filhos,
patrão ou empregado foram cumpridas a contento. E, se
não foram, o que poderemos fazer para melhorarmos no dia
seguinte.
Diga ao público que este é o momento de refletirmos
sobre a vida, e compreender quantos sofrimentos e
decepções poderíamos ter evitado se tivéssemos agido
com humildade, perdão e auto-análise.
Pare então por alguns segundos e vá para a parte final
da palestra.
*O
Reino de Deus e a criança
Evangelho de Mateus, capítulo 18; versículos 1 a 5
Leia, ou, se puder, conte sem ler, a passagem que
existe na referência citada acima. Nela, Jesus toma uma
criança como exemplo, mostrando que o homem precisa
assemelhar-se aos pequeninos para ganhar o Reino de Deus.
Ou seja, a criança tem a humildade de estar sempre
disposta a aprender com tudo que a cerca, de forma atenta
e constante; perdoa sempre, de forma sincera, aqueles que
convivem com ela, não guardando mágoa ou ódio; e por
fim, faz as coisas aos outros de maneira desinteressada,
sem esperar nada em troca.
Explique então aos assistentes que agindo como as
crianças iremos nos conhecer melhor, pois diz o Mestre
que este é o caminho para entrarmos no Reino de Deus,
que nada mais é do que um estado de espírito, onde
encontraremos a paz e a felicidade que procuramos.
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