Palestra 1

O Que é a Doutrina Espírita

"E eu rogarei ao Pai, e Ele vos enviará outro Consolador, a fim de que permaneça eternamente convosco: o Espírito de Verdade, que o mundo não pode receber porque não o vê e não o conhece...o Pai enviará em meu nome, e esse vos ensinará todas as coisas, e vos fará lembrar de tudo quanto vos tenho dito" (João, XIV, 16 a 26).

*Mesas-girantes e Hippolyte Léon Denizard Rivail (Allan Kardec)

*A Codificação:
- O Livro dos Espíritos (14 de abril de 1857)
- O Livro dos Médiuns
- O Evangelho Segundo o Espiritismo
- A Gênese
- O Céu e o Inferno

*Não há rituais; velas; roupas especiais; cobrança financeira de qualquer tipo; promessa de cura.

*Princípios da Doutrina Espírita na Bíblia:

-Existência de Deus ( Mateus, VI, 9 a 13, "O Pai Nosso").

-Existência da vida espiritual, do Espírito e sua comunicabilidade e a reencarnação (Mateus, 17, 1 a 13, "Transfiguração").

-Diversas categorias de evolução dos Espíritos (Mateus, XIII, 4 a 9, "Parábola do Semeador").

-A Lei de Causa e Efeito (Mateus, XXVI, 52, "Prisão de Jesus").

Acima, colocamos um exemplo de como a palestra pode ser apresentada em uma lousa. A seguir, os comentários que podem ser feitos a cada item em destaque.

 

 



O que é a Doutrina Espírita

Nesta palestra, será explicado ao público que atualmente há uma grande confusão na sociedade sobre o que verdadeiramente é a Doutrina Espírita ou Espiritismo, que significa a mesma doutrina de tríplice aspecto: religioso, filosófico e científico. Deixe claro que as palavras "espírita" e "espiritismo" foram criadas pelo codificador da Doutrina, Allan Kardec, em 1857, e que é indevido o uso destes termos para designar cultos afro-brasileiros, que embora mereçam nosso respeito, não são espíritas, pois não seguem os postulados básicos do Espiritismo.

"E eu rogarei ao Pai, e Ele vos enviará outro Consolador, a fim de que permaneça eternamente convosco: o Espírito de Verdade, que o mundo não pode receber porque não o vê e não o conhece...o Pai enviará em meu nome, e esse vos ensinará todas as coisas, e vos fará lembrar de tudo quanto vos tenho dito" (João, XIV, 16 a 26).

Esta passagem da vida de Jesus mostra o plano divino sobre o envio aos homens de novas formas de conhecimento, tanto sobre a parte material, como também espiritual. Jesus vivia em um tempo onde muito do que dizia não era compreendido por aqueles que o cercavam. A ignorância material (poucos sabiam ler) e espiritual era grande. Não havia um entendimento coerente sobre a vida, a existência de algo após a morte do corpo, sobre Deus. Por isso, muitas vezes o Mestre disse: "Quem tem olhos de ver, que veja", ou seja, quem tiver condição espiritual suficiente, que compreenda o que estava sendo dito.
Mas Jesus promete que em um determinado tempo viria à Terra um Consolador, que ficaria eternamente com os homens. Esta afirmação já mostra que o Consolador não seria material, pois se o fosse não poderia ficar eternamente aqui. Portanto, deveria vir como algo espiritual, provavelmente através de ensinos, que permaneceriam através dos tempos. Lembraria-nos de tudo o que Jesus disse, numa demonstração de que o Mestre já sabia que seus postulados seriam esquecidos ou distorcidos por interesses mundanos. E mais: ensinaria novas coisas, que o povo de sua época não conseguiria entender, devido suas limitações em todos os sentidos.

*Mesas-girantes e Hippolyte Léon Denizard Rivail (Allan Kardec)

Conte aos ouvintes, resumidamente, os fenômenos mediúnicos de efeitos físicos que despertaram a curiosidade na França e em muitos países europeus a partir de 1850, conhecidos como mesas-girantes. . Mostre como o plano espiritual planejou a chegada dos ensinamentos espirituais até o professor Hippolyte Rivail. Relembre o quanto ele pesquisou antes de aceitar codificar a Doutrina Espírita e porque passou a utilizar o pseudônimo de Allan Kardec. Fale sobre a falange do Espírito de Verdade, responsável pelos conhecimentos vindos do mundo invisível, e faça a ligação com a parte já explicada do Evangelho de João, onde Jesus diz que o Consolador Prometido seria o Espírito de Verdade. Se quiser maiores detalhes para sustentar sua explicação, visite a biografia de Allan Kardec.

*A Codificação:
- O Livro dos Espíritos (18 de abril de 1857)
- O Livro dos Médiuns
- O Evangelho Segundo o Espiritismo
- A Gênese
- O Céu e o Inferno

Após explicar como surgiu a Doutrina Espírita e a função de Allan Kardec, mostre aos assistentes os principais livros que compõem o Espiritismo. Faça um resumo, realçando o foco de cada obra, começando pelo Livro dos Espíritos. Demonstre que ele deve ser considerado a espinha dorsal da Doutrina, pois dele partem todos os outros livros. Há um resumo das obras, que pode ser consultado em resumos.

*Não há rituais; velas; roupas especiais; cobrança financeira de qualquer tipo; promessa de cura.

Explique as confusões que normalmente acontecem com relação ao Espiritismo. Lembre que a Doutrina Espírita segue a orientação de Jesus, em que Deus é Espírito, e deve ser adorado em espírito e verdade. Portanto, não temos ritual algum, muito menos cobramos pela assistência espiritual prestada, pois devemos dar de graça o que de graça recebemos, disse o Mestre Jesus. Promessa de cura não são feitas nos centros, pois o espírita sabe que quem obra são os bons Espíritos, e não os encarnados, que não sabem os desígnios de Deus. Se quiser, consulte mais sobre o assunto em O que é e o que não é Espiritismo.

*Princípios da Doutrina Espírita na Bíblia:

-Existência de Deus ( Mateus, VI, 9 a 13, "O Pai Nosso").

Mostre neste tópico que os princípios básicos da Doutrina Espírita estão contidos nas Escrituras Sagradas. Isso fará com que os que vêm pela primeira vez à casa comecem a ver o Espiritismo de forma mais simpática. Todos nós temos atavismos religiosos, e a citação da Bíblia conforta-nos e até ajuda-nos a compreender melhor os preceitos da doutrina. A oração do Pai Nosso é um dos exemplos de que Deus existe, e é a inteligência suprema, causa primária de todas as coisas, como afirma O Livro dos Espíritos.

-Existência da vida espiritual, do Espírito e sua comunicabilidade e a reencarnação (Mateus, 17, 1 a 13, "Transfiguração").

Esta passagem do Evangelho é bela. No episódio da transfiguração, Jesus, acompanhado dos apóstolos Pedro, Tiago e João, conversa com os Espíritos dos profetas Moisés e Elias, demonstrando a existência do Espírito, da vida espiritual, a possibilidade de comunicação entre os dois mundos. Além disso, faz alusão à reencarnação, quando diz que o profeta Elias foi João Batista, primo de Jesus. Neste momento, vale citar que Elias, em sua época, cerca de mil anos antes de Jesus, ordenou a decapitação de adoradores de deuses estranhos. E que João Batista, contemporâneo de Jesus, desencarnou decapitado por ordem do rei Herodes, demonstrando assim a existência da Lei de Causa e Efeito, a ser comentada logo mais.

-Diversas categorias de evolução dos Espíritos (Mateus, XIII, 4 a 9, "Parábola do Semeador").

A parábola do semeador demonstra a diferença de graus de evolução entre os seres, que é um dos princípios da Doutrina, que ensina o seguinte: todo Espírito é criado simples e ignorante, e de encarnação em encarnação vai adquirindo conhecimentos, e optando pelo caminho do bem ou da ignorância, segundo seu livre-arbítrio. É exatamente isso que mostra a parábola.

-A Lei de Causa e Efeito (Mateus, XXVI, 52, "Prisão de Jesus").

Na prisão de Jesus, o apóstolo Pedro, tentando defendê-lo, saca uma espada e corta a orelha de um soldado. Energicamente, Jesus o repreende, afirmando claramente a Pedro: Quem por espada ferir, por espada será ferido. É a lei de Causa e Efeito, Ação e Reação, ou Plantio e Colheita, que explica a Doutrina Espírita. Tudo o que fazemos, de bem ou mal, retornará a nós mesmos, nesta ou em outras encarnações. É a justiça de Deus, beneficiando-se com nossos bons atos e ensinando-nos com nossas atitudes impensadas, que nos farão refletir e modificar as más tendências.

Importante: caso queira maiores informações para passar ao público, visite O que é e o que não é Espiritismo.

 

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Last revised: 09/04/1999