A ajuda chegou
Carlos Alexandre Fett
O que fazer com os problemas que atormentam
nossas vidas? Parece que tudo ao nosso redor está contra nós.
Será que não é hora de pararmos de reclamar e procurar o
motivo de tanta angústia?
Muitas vezes, colocamos a culpa de nossos problemas nos que
convivem conosco.
Ou é o esposo, que insiste em ficar mais fora de casa, com os
amigos no bar; ou é a mulher, que vive desleixada, não dando
sinais de carinho; ou os filhos, que rebeldes, não escutam
nossos conselhos. Há ainda o patrão, que parece ter prazer em
nos humilhar; ou então, nossos funcionários, que fazem corpo
mole com seus deveres.
Enfim, sempre há alguém para colocarmos a culpa. Mas, se
notarmos bem, veremos que em muitas das situações nós
poderíamos mudar o quadro que se apresenta.
Se o esposo só quer ficar fora de casa, é porque em casa não
se sente tão bem quanto lá fora. Será que a esposa tem
procurado tratá-lo com carinho, conversar sobre assuntos que
interessam os dois? Ou será que ela só espera o marido chegar
em casa para descarregar todos os problemas familiares de uma só
vez, enchendo a cabeça daquele que já vem estressado do
trabalho? Não é de se estranhar que o esposo procure chegar
tarde, para evitar encontrar-se com a mulher. Se a esposa
aguardasse ambos estarem descontraídos e descansados para
discutirem os problemas da casa, tudo seria diferente.
E nossa esposa, que vive desleixada, será que não age assim
porque é constantemente desvalorizada por nós? Há quanto
tempo, esposo, que você não envia flores para ela? "Ah!
Isso é besteira! Ela não liga para isso", dirão os
maridos desatentos. Será que não liga mesmo? A falta de carinho
dela para com você pode ser uma forma de manifestar a tristeza
por estar esquecida. Por que se preservar bonita e carinhosa se o
marido nunca lhe faz um elogio? Quantas vezes nós, maridos,
trocamos apenas algumas poucas frases com nossa esposa, tais
como: "Bom dia", " Boa noite" e "O que
tem pra comer?"? E então, como é que queremos carinho em
troca?
Quanto aos filhos, será que a rebeldia não é fruto do descaso
que nós, pais, temos para com eles? Quanto tempo dedicamos para
nosso trabalho, lazer e descanso em relação ao tempo que
dedicamos para nossos filhos? "Mas eles estudam em boas
escolas, têm roupas novas, dinheiro sempre que precisam!",
poderemos dizer. Sim, mas têm o companheirismo dos pais, aquele
tempo "jogado fora" para escutarmos suas fantasias
sobre a vida, seus desejos, suas dúvidas, suas primeiras
experiências nesse mundo conturbado que vivemos? Não,
geralmente não têm, porque estamos sempre "ocupados com
nossos compromissos". E acabamos por esquecer que o maior
compromisso que temos para com Deus é o de orientarmos no
caminho do bem, através do convívio e exemplo, os filhos que
Ele nos confiou. Caso contrário, o resultado será a rebeldia, a
dor de nossos pequenos.
Mas tem o nosso patrão, que é egoísta e mesquinho, negando-nos
uma melhoria financeira. Porém, o que temos feito para merecer
maior reconhecimento profissional? Temos buscado o
auto-aperfeiçoamento, através de leituras e cursos? Dispomo-nos
a ensinar os novatos e nos interessamos pelo bem da empresa? Ou
será que somos daqueles que vivem a fazer corpo-mole, não se
importando se o serviço a nós incumbido foi ou não completado?
Como inspirarmos confiança e consideração assim?
E você, que é patrão, como exigir funcionários com vontade de
trabalhar se os trata como escravos? "Mas eles recebem
salário pelo trabalho combinado e é obrigação darem o melhor
de si mesmos!", poderá dizer. Nada mais do que justo, mas
assim como somente recebem o salário, somente farão o
combinado, e por isso não espere deles atitudes coletivas, se
não existirem incentivo e reconhecimento.
É hora de percebermos que qualquer que seja o nosso problema,
familiar, emocional ou profissional, nós somos o melhor remédio
contra a dor que sentimos. Porém, precisaremos de uma força
para entender aonde estamos errando e como conseguir nos
melhorarmos. E isso encontraremos em uma religião. Procure uma
casa religiosa que mais lhe fale ao coração e à inteligência,
e verá como seus problemas encontrarão solução. Jesus, para
ajudá-lo, precisa de sua boa vontade. Faça sua parte, que ele
fará da dele.